Fotógrafo Lambe-Lambe

Em 2008, depois de muita procura, adquirimos uma câmera “Lambe – Lambe” da década de 60, em perfeito estado de conservação, na cidade de Aparecida do Norte SP. A partir dessa aquisição, passamos a pesquisar toda a história desses profissionais do passado, que nos trazem tanta curiosidade e nostalgia. Em 2015, comemorando os 10 anos do projeto, colocamos essa ideia em prática e homenageamos os antigos fotógrafos de jardins, os “Lambe-Lambe”, personagens peculiares da história da fotografia.
Foram cinco oficinas em locais diferentes, com teoria e prática. O objetivo principal foi recuperar a memória destes profissionais através de oficinas sobre o manuseio dessa câmera do passado e também, tornar publico um pouco da história dessa atividade. Os participantes das oficinas tiveram a oportunidade de conhecer o processo fotográfico analógico e as curiosidades sobre a câmera “Lambe – Lambe”.


Roteiro realizado:
Escola Municipal Raphael Sanches
JulhoFest / Parque Municipal Antonio Molinari
CEU – Centro de Artes e Esportes Unificado
Biblioteca Municipal Prof. Júlio Bonazzi
Escola Municipal Maria Ovídia Junqueira

Mas afinal, você já ouviu falar em “Lambe-Lambe”?
Para quem não sabe, Lambe-Lambe é o nome dado aos fotógrafos de praça que, antigamente, tiravam fotografias em câmeras-laboratório (uma caixa de madeira com uma lente apoiada num tripé). A câmera era dividida em duas partes, sendo que a inferior continha as químicas utilizadas na revelação: revelador e fixador. Dessa forma, as fotos eram reveladas ali mesmo, quase que instantaneamente, dando ao fotógrafo mais mobilidade, já que não precisava mais se deslocar ao laboratório para revelar os filmes. Assim, trabalhando nas praças ou percorrendo as periferias das cidades, esses verdadeiros heróis da história foram muito importantes para o desenvolvimento da fotografia e também auxiliaram – e muito – na vida social das pessoas, em uma época em que se ter uma fotografia era algo para poucos.
A origem do nome “Lambe-Lambe” é uma controvérsia. Uma explicação dizia que o fotógrafo lambia a chapa para destacar a imagem do fundo preto. O efeito era dado pela ação do cloreto de sódio existente na saliva. Outra versão, mais provável, é que o fotógrafo lambia a placa de vidro para saber qual era o lado certo para a emulsão ou para fixação da imagem.

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