O Projeto

O projeto cultural Janela Mágica foi criado no ano de 2006 em Poços de Caldas (MG) e consiste na realização de oficinas itinerantes de fotografia. O foco principal é o processo Pinhole, mas as ações abrangem também a fotografia analógica em geral com várias atividades sobre o assunto, sempre dando prioridade ao fazer artístico e artesanal da fotografia.
As atividades propostas pelo projeto reúnem conhecimentos milenares, como a descoberta da Câmara Escura, aliados à experimentação contemporânea da imagem. Os participantes passam por todo o processo fotográfico pré-digital, desde a construção de câmeras fotográficas artesanais Pinhole, até a captura das imagens e a revelação em papel P&B em um laboratório itinerante.
Ao longo desses anos, o projeto contou com o apoio de instituições públicas, como a Secretaria Estadual de Cultura de Minas Gerais e da Prefeitura de Poços de Caldas, além de vários patrocínios de empresas privadas e diversos apoios. Nesse tempo, foram realizadas cerca de cinqüenta oficinas práticas em escolas, centros culturais e outros espaços públicos e privados, sempre disponibilizando as atividades para todo tipo de público. Também ofereceu mais de vinte palestras, várias exposições e promoveu a participação direta de mais de mil pessoas em suas ações . Além disso, publicou dois livros e dois catálogos fotográficos sobre Fotografia Pinhole, distribuídos gratuitamente:

Idealizador
Sergio Fernandes é formado em Educação Artística, com habilitação em Artes Plásticas pela Universidade Estadual de São Paulo (UNESP). É designer de interiores e arte-educador.
Há 15 anos realiza projetos culturais sobre artes e fotografia. Entre os anos de 2003 e 2008, realizou o Projeto “Arte Meio” com oficinas de Artes Plásticas e, desde 2006, desenvolve o Projeto “Janela Mágica”, com oficinas itinerantes de fotografia Pinhole na cidade de Poços de Caldas e região.
Artista Plástico experiente é defensor da atividade artística e de suas inúmeras possibilidades. Acredita que a arte deve estar inserida na educação e no contexto social contribuindo significativamente para a formação cultural e social do indivíduo.


Laboratório Itinerante
Para que a ideia funcionasse em sua totalidade foi preciso a adaptação de um trailer/laboratório, que pudesse garantir a circulação do Projeto pelos mais variados locais.
O trailer é equipado com um laboratório fotográfico para revelação de fotos em preto e branco, através de processos químicos e manuais. Além disso, ele também funciona como uma câmera fotográfica gigante, com uma lente adaptada na sua lateral capaz de capturar imagens. Portanto, em seu interior é possível conhecer o princípio básico da fotografia e entender o fenômeno histórico da câmara escura, vivenciando em tempo real a projeção de imagens na lateral oposta á lente.

Câmara Escura
A câmara escura é uma descoberta histórica que permitiu o surgimento e o desenvolvimento da fotografia. Resumidamente, trata-se de uma caixa totalmente vedada à entrada de luz, com apenas um pequeno orifício em uma das laterais. Através desse orifício, a luz entra na caixa projetando a imagem iluminada (que está na frente da câmara) na lateral oposta ao orifício. A imagem aparece dentro da câmara de forma invertida, naturalmente, passando pelo orifício em forma de um X, invertendo os pontos da cena.

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